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Revista Cães & Cia, n. 349, junho de 2008
Há cada vez mais engenhocas e equipamentos para gatos, vários deles ainda não encontrados facilmente no Brasil. Mas todos são oferecidos pela internet ou no mercado americano e inglês
Fonte de água corrente
Esse tipo de produto promove a circulação da água, normalmente funcionando como uma bombinha de aquário. Faz a água se movimentar, dando a impressão de que é corrente. Modelos mais sofisticados também filtram ou eliminam algas e bactérias.
Na minha opinião, o equipamento deveria ser obrigatório para quem tem um ou mais gatos. Além de lhes proporcionar prazer – eles costumam adorar beber água corrente -, elas os deixam motivados a ingerir mais líquido, o que contribui para evitar algumas doenças que costumam aparecer quando tomam pouca água.
Caminha aquecida
Com uma resistência alimentada por um fio, esse tipo de caminha proporciona também calor. Embora os gatos não costumem destruir objetos com a mesma freqüência dos cães, é importante que tanto a resistência quanto o fio sejam seguros de modo a não haver risco de o felino levar choque, se resolver mastigar o fio.
Gatos adoram tirar cochilos em superfícies aquecidas, principalmente em dias frios. O calor radiado pode ajudar a evitar dores articulares nos mais velhinhos. E, nas ocasiões em que o gato não está a fim de cama aquecida, pode se deitar em qualquer outro lugar.
Difusor de odores confortantes (ferormônios)
Muito parecido com aparelhos repelentes de mosquito que ligamos na tomada, esse equipamento, em vez de repelir insetos, libera um odor que acalma e conforta os gatos. O cheiro tem realmente efeito confortante, como foi comprovado cientificamente na Inglaterra.
O difusor está sendo recomendado para gatos estressados ou que estejam passando por situação de estresse. Também tem sido indicado para gatos que demarcam a casa com xixi.
GPS felino
É uma coleira com um transmissor e um GPS integrados. Serve para facilitar a localização do gato que passeia livremente ou que foge de casa. Por meio de equipamentos como esse, os cientistas estudam o comportamento territorial e o deslocamento de animais que não podem ser supervisionados o tempo todo a olho nu. O tamanho da coleira e o peso dela são fatores negativos, embora os modelos atuais estejam cada vez menores.
Comedor automático
Serve para liberar uma, duas ou três vezes por dia uma quantidade programada de ração. Com isso, o gato pode ser alimentado mesmo quando não há ninguém em casa. Trata-se de uma ótima maneira de controlar a dieta do gato e de não deixar comida disponível o tempo todo, o que, muitas vezes, é mais recomendado do que manter a comida disponível em tempo integral.
Ratinho eletrônico
Robozinhos com forma de rato, que reagem a movimento, barulho e luz, são uma maneira de entreter o gato e de aliviar o tédio de estar preso dentro de casa. Os modelos que conheci são ainda bem bobinhos, mas, conforme forem evoluindo, poderão se comportar de forma cada vez mais interessante.
Caixa de areia autolimpante
Neste tipo de caixa, um “arado” passa automaticamente na areia para remover o cocô e o xixi do gato. Já existem diversos modelos. Alguns, inclusive, começam a atividade de limpeza ao “perceberem” que o felino saiu da caixa.
Gatos preferem usar caixas que estejam sempre limpas, mas não gostam de levar susto nem de ser incomodados enquanto as utilizam. Portanto, certifique-se de que o mecanismo não irá assustar ou incomodar o seu gato!
Porta “automática”
Por essa portinhola, somente o gato pode entrar em casa ou num recinto específico e sair dele. Isso porque é posta uma coleira nele que destrava a portinha sempre que tenta passar por ela. O mecanismo normalmente funciona por infravermelho ou por ondas de rádio. Conheci alguns donos de gato, nos Estados Unidos, que tinham portinhola em casa, mas não associada a uma coleira de acesso exclusivo. Resultado: de vez em quando, encontravam a dispensa assaltada por esquilos que haviam passado pela portinhola!
“Assustador” e “punidor” automáticos
Há diversos equipamentos feitos para punir ou assustar gatos que tentam fugir, subir em algo proibido ou se aproximar de determinado animal ou objeto. Seu uso é bastante polêmico, pois se, por um lado, podem ser aproveitados para aumentar a segurança e o bem-estar do gato, por outro podem deixá-lo assustado e restrito a áreas cada vez menores e sem estímulos. É sobre esses equipamentos que escreverei no próximo mês, nesta coluna.
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